quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Revirando o baú...

O Globo, 6ª feira, 07/abril de 2005

Coluna Gente Boa

Maria Bethânia, Zeca Pagodinho e Sandra de Sá (foto) foram anteontem à Festa do Sutiã (Só amigos do peito), promovida pela cantora Alcione, em sua nova casa no Recreio. Houve récita de poetas maranhenses. Num intervalo, a cantora Ana Carolina recitou o poema “Pau Mole”— “onde tudo começa e tudo termina”. Ao fim, Elba Ramalho, Maria Bethânia, Antônio Pitanga e Benedita da Silva irromperam em gargalhadas.

Pau Mole, Maria Resende

Adoro pau mole.
Assim mesmo.
Não bebo mate
não gosto de água de coco
não ando de bicicleta
não vi ET
e a-d-o-r-o pau mole.

Adoro pau mole
pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.

Adoro pau mole
porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade
que eu prezo e quero, sempre.

Porque ele é ícone do pós-sexo
(que é intrínseca e automaticamente
- ainda que talvez um pouco antecipadamente)
sempre um pré-sexo também.

Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.

É dentro dele,
em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,
que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.

2 comentários:

Paula disse...

Nossa, do fundo do baú MESMO! rs

Nikole Lima disse...

hohohhohoho

s/ comentáriooosss.
\o

só a Ana mesmo.
=P
a cara dela.
=x

ahauhuahua
=*