sábado, 25 de abril de 2009

Quase nove mil pularam bem alto pra gritar Ana Carolina

Que Ana Carolina é cheia de caras e bocas enquanto canta, todo fã já sabe. Mas a cantora que se viu na noite dessa sexta-feira (24), no Chevrolet Hall, era bem mais ousada e até safada. Básica no seu figurino preto e branco, descontraída de tênis e calça estilo pescador, a mineira arrancou gritos, aplausos, rosas e coros de uma plateia histérica, somada em quase nove mil pessoas de todas as raças, credos e opção sexual.


O efeito "Cinderela às avessas" que atinge os artistas convidados pela casa voltou com tudo. O show começou, “pontualmente”, à meia-noite. Detalhe, desde as 21h já tinha gente na expectativa pelo início da apresentação. Antes, porém, o público conheceu o som de Jó Santana, de Goiana, interpretando canções de Gilberto Gil, Djavan, Tim Maia e outros da MPB. Mas a multidão queria mesmo era Ana Carolina e a desenvoltura do cantor ficou em segundo plano, diante da impaciência da plateia que gritava, quase enlouquecida, pela musa das rosas.

E ela apareceu imponente por trás da cortina de espelho criada por Gringo Cardia. Com cara de gozo e olhar fulminante – para delírio das fãs -, Ana Carolina começou com as mesmas faixas polêmicas do DVD Multishow Ao Vivo – Dois quartos: Cantinho/ Fever/ Eu sou melhor que você e Eu comi a Madona. Entre tantos gritos, um de destaque: “Ana, vem aqui tirar meu batom”. O clima foi esse, do começo ao fim.

Durante a canção Rosas, muitas rosas foram jogadas no palco, algumas a cantora pegou no ar, outras passou pelo corpo e jogou de volta à plateia. Todo gesto, cada músculo contraído do rosto ou instrumento novo tocado era motivo para delírios mil. Por falar em instrumento, aos mais interessados em música e menos em tietagem, o duelo de pandeiro entre Ana Carolina e o companheiro de banda Leonardo Reis foi impecável e muito bem ensaiado. Um plus ao show, que também contou com uma inesperada pausa para um Parabéns pra você à fã Tamires. Essa daí não deve ter dormido.

Tolerância, Carvão, Confesso/ Trancado/ Nua/ Pra rua me levar, Encostar na tua e Nada te faltará foram seguidas de O Cristo de madeira. Outro ponto alto da noite foi a canção É isso aí, que teve uma versão ao piano. Além da voz marcante, Ana Carolina mostrou também seu lado instrumentista, manjando muito bem violão, baixo, guitarra, pandeiro e piano.

O show seguiu com Aqui, Quem de nós dois, Ruas de outono, Manhã/ Sinais de fogo e Garganta. Nesta última, por sinal, uma fã conseguiu ultrapassar a barreira de dezenas de seguranças e invadiu o palco, mas nem sequer tocou em Ana Carolina, já que o segurança particular da cantora foi mais ágil. No total, mais de 200 homens fizeram a segurança do local.

Cabide, Nega Marrenta, Uma louca tempestade, Elevador e Vai encerraram o repertório da noite. No bis, Eu comi Madona em versão remixada. Ana Carolina subiu ao palco acompanhada pelos músicos Sacha Amback (teclados), Vinny Rosa (guitarra), Bruno Migliari (baixo), Iura Ranevsky (violoncello), Leonardo Reis e Siri (percussão), Jorginho Gomes (bateria), Jurema e Jussara (vocais).

Fonte: JC Online

3 comentários:

- pequenininha disse...

aah, eu sou a fã pra quem ela cantou parabéns! :D

Alê disse...

Sortuda você =)

Gaúcha* disse...

Foi o show mais perfeito de toda a minha vida até aqui,rs. Ela estava ainda mais linda e bem a vontade, foi inesquecível.. Claro,teria sido melhor ainda se ela tivesse recebido alguns fãs no camarim; mas não tem nada não, quando ela voltar aqui agente tenta de novo,rs. Te amo Aninha =)