quinta-feira, 30 de julho de 2009

Villeroy fala sobre "Nove"

''Olá Pessoal

isso aqui está bem animado.

Acho positivo que haja opiniões diferentes sobre essa música, assim como a respeito de qualquer assunto.

Há uma frase muito boa do Millor Fernandes que é mais ou menos assim:
"O consenso baixa o nível" .

E nenhuma argumentação parece verdadeira se nela nåo reside algum tipo de contradição.

A dúvida muitas vezes pode ser um sinal de sabedoria e geralmente o é, pois só o néscio pode ter certeza de tudo.

Digo isso aqui apenas para que saibamos compreender e aceitar as diferenças.

Esse era o tema da cancão Tolerância, a aceitação do outro, por isso pedimos "paz aos filhos de Abraão" verso de outra canção.

- E que nada nos falte!

Sobre Entreolhares, discordo de quem falou que a melodia não tenha ficado bem na voz da Ana. É uma questão de esquecer um pouco o passado e encararmos as transformações pelas quais pode passar um artista.

Talvez daqui um tempo possamos ouvir a Ana cantando também em inglês ou espanhol, como já fizeram muitos artistas brasileiros. E ninguém precisa panicar, pois não significa que ela esteja traindo a Pátria e que vá deixar de cantar em português. Ou que, cantando uma balada leve, "feliz", ela deixe de interpretar outras canções mais densas.

Na audição do disco, alguém (muito sábio) falou que Entreolhares (com essa melodia, essas letras e esses intérpretes) fazia uma ponte entre o Ritm'n Blues e a bossa nova, que aliava Steve Wonder ao que melhor se produziu na elegante música brasileira.

A palavra é essa, elegância, e isso passa longe dos universos aos quais essa canção foi aqui comparada. Pra começar a harmonia (os acordes) da música é sofisticada (bossa + ritm'n blues) e essa sofisticação é reforcada pelo ótimo arranjo de metais do Lincoln Olivetti e pelos vocais criados por Jussara.


Sei que a combinação das vozes e idiomas causa um estranhamento e fico feliz que seja assim. Na verdade acho saudável essa traição às expectativas do público.

Já percebi que muitos fãs são mimados e não admitem ser contrariados. Mas depois de um momento de adaptação também acabam se "enturmando" com a novidade que está sendo proposta.


Em BH, quando o show Dois Quartos foi lançado, houve uma reação negativa aos vídeos projetados durante a música Eu Comi a Madona.
E olha que os vídeos eram dos anos 50. Esse estranhamento transformou-se mais tarde em mérito.

Achei muito interessante que algumas pessoas tenham gostado da música e não da letra e vice versa.
Isso mostra o quanto esse público é heterogêneo e ao mesmo tempo unido por uma idéia comum, o que considero uma coisa saudável.

Sobre o pedido por letras mais complexas e "profundas", o que tenho a dizer é que
"muitas vezes a profundidade está escondida no raso".

Não sei exatamente de quem é essa frase, mas a considero de uma sabedoria incrível

Essa é uma canção para se deixar levar.

E não se preocupem, porque no disco há canções mais densas e também 2 sambas muito bem humorados.

Instrumentalmente talvez seja o disco mais interessante da Ana.
Há que se deixar encantar.

Acho que ela está mandando muito bem e tenho certeza de que, com esse novo disco (que ainda tem participações de Chiara Civello e Esperanza Spalding), conquistará uma nova legião de fãs pelo mundo. Vai ser uma grande oportunidade de pessoas de outros países conhecerem o seu talento.
Quem a ama já pode ficar feliz com isso!

Bom dia todos
amanhã ou depois faço um novo post com novidades''

Fonte: https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1094769768661307556&postID=7223318193026355148&pli=1

Um comentário:

Daninha disse...

Villeroy é "O" cara....comentário pra fechar a boca de quem fala demais..rsrsrs...